terça-feira, 20 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
Pensa-mentos
cabeça, pulsa
não há sossego no pensar
o que me cabe
já é demais
olhar, divaga
demais de água
argila inacabada
medo de espreguiçar
não há sossego no pensar
o que me cabe
já é demais
olhar, divaga
demais de água
argila inacabada
medo de espreguiçar
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Hoje
tive um dia todo roxo
em tons de passarinho
com toques de estrelas
e cheiro de tinta
li um roteiro
pensei saudades
lembrei futuros
domingo, 31 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Palavra
há palavras que pegamos, acariciamos, mastigamos, sem nunca engolir
há aquelas que são de passar no corpo: sabões de cheiro, exalam, perfumam
há outras de superfície áspera, que não se deixam tocar por muito tempo
gosto muito das palavras que se abrem como túneis, para que nelas penetremos e possamos sair onde a luz
há também aquelas que são como patins: deslizam onde quer que as levemos
e outras que não se mexem, apenas sorriem e acenam para nós de onde estão
olhos onde espelhos, prismas, velas, lanternas, microscópios - microcosmos
há aquelas que são de passar no corpo: sabões de cheiro, exalam, perfumam
há outras de superfície áspera, que não se deixam tocar por muito tempo
gosto muito das palavras que se abrem como túneis, para que nelas penetremos e possamos sair onde a luz
há também aquelas que são como patins: deslizam onde quer que as levemos
e outras que não se mexem, apenas sorriem e acenam para nós de onde estão
olhos onde espelhos, prismas, velas, lanternas, microscópios - microcosmos
FLIP 2011
acabo de chegar em casa
depois de visitas viagens impressões
palavras desenhos flores fotografias
minha visão preferida:
flores no telhado
para-ti
o poema não começa
o poema não termina
é preciso escrever
a primeira palavra
é um fim gratuito
tudo tem que terminar
Ferreira Gullar
espaços que contam histórias
inspirar
respirar etecéteras
engolir palavras
mastigar o tempo
totalmente inspirador
terça-feira, 5 de julho de 2011
Esconderijo
Trilha do Ouro - Parque Nacional Serra da Bocaina
1 a 4/7/2011
recém saída do mato para outro esconderijo
três dias
corpo, respiração, mochila
músculos, pés, ombros
chão, pedras, barro
até que a cachoeira mais bonita
acampar ao lado do rio
eu, apenas corpo
olhos, som, cheiro
como as pessoas da serra
e nada mais
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