domingo, 24 de julho de 2011

FLIP 2011


acabo de chegar em casa
depois de visitas viagens impressões
palavras desenhos flores fotografias



minha visão preferida:
flores no telhado
para-ti



o poema não começa
o poema não termina
é preciso escrever

a primeira palavra
é um fim gratuito
tudo tem que terminar


      Ferreira Gullar

espaços que contam histórias 

inspirar
respirar etecéteras
engolir palavras
mastigar o tempo


totalmente inspirador

terça-feira, 5 de julho de 2011

Esconderijo

Trilha do Ouro - Parque Nacional Serra da Bocaina
1 a 4/7/2011

recém saída do mato para outro esconderijo

três dias 
corpo, respiração, mochila
músculos, pés, ombros
chão, pedras, barro
até que a cachoeira mais bonita

acampar ao lado do rio
eu, apenas corpo
olhos, som, cheiro
como as pessoas da serra
e nada mais

terça-feira, 21 de junho de 2011

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Adagio

não há rastros 
no olhar
é preciso ouvir
som, voz, música
pelo fundo
bem de dentro 

Aurora


rosto de lua cheia
enquanto o mar adormece
lusco-fios

dedos, mastigam 
retalhos de noite

luz, vestida de mar
luar

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Pausa

 
Passei uma semana trabalhando no mato. Deu tempo de ver, de pensar, de olhar o chão, a terra, o céu. Até respirar de verdade eu pude. É como se uma grande porta, um silêncio em pleno horário comercial.

Ínfimo, íntimo

tudo é muito 
menor do que imaginamos
infinitamente mais simples