sábado, 13 de novembro de 2010

A Cidade


Arquipélagos-edifícios
áspero estalar de nadadeiras
por rios-ruas
onde carros
escafandros
exprimem-se, imprimem-se

pontes coalhadas de gente
como esponjas inundadas de noite
flores no asfalto
sorrindo-se
munindo-se do vento
sem tempo
sob esquifes: peneiras

Sobre montanhas e passos

Lá, onde os pés, o começo.

De novo o olhar na parede. Nunca consegue o lado de lá - ou simplesmente não chega. Bate e volta, bate e volta - por todos os lados.

Acho que preciso de férias. Ou de árvores. Ou montanhas. Sem muros. Sem paredes. Ou relógios. Onde não o começo nem o fim. Onde apenas: olhar.

Indo-se

Já encontrei o que eu queria.
Posso ir prá casa agora?

domingo, 7 de novembro de 2010

Halloween




noite gótica
luar abstrato

chão de umidescências
condescendências
labirintos de vagalumes
tudo se dilata
no olhar que amanhece

Musicando-se

quero derreter-me
até me transformar em poema
nada de carnes e pesos
apenas cheiros, cores, música
sentidos, palavras
sílabas lixadas, dilatadas
encolhidas, esticadas
até que enfim
sem fim
poesia

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Retecendo


prefiro o silêncio quando estou a costurar-me
o ano já se indo
os botões caídos têm de ser recolocados
os furos remendados
os fios soltos recolocados
comentários tecidos
é preciso trocar de roupa

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Hoje


Escola Waldorf São Paulo
Festa Junina 2010

"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

(Cora Coralina)

Para nós, professores.